O que já existia de bom
Projetos reais fotografados do gramado à colheita, um agrônomo que desenha a nanquim e mede a obra no CAD, e a espiral como aula ao ar livre que escolas já tinham vivido. Substância de sobra.
A marca que nasceu inteira em um dia — depois que o nome antigo se mostrou de outra dona.
A Ivitú constrói espirais de ervas em pedra: cada nível do muro cria um microclima — alecrim no alto, que é seco; hortelã na base, onde a água fica. Junto vêm oficinas de educação ambiental e abrigos para abelhas nativas. Em agosto de 2026 a sociedade já tinha obras construídas, turma de escola recebida e um logo desenhado à mão — e se chamava "Espiral de Ervas".
Projetos reais fotografados do gramado à colheita, um agrônomo que desenha a nanquim e mede a obra no CAD, e a espiral como aula ao ar livre que escolas já tinham vivido. Substância de sobra.
Ao conferir o nome antes de abrir perfis, apareceu uma marca ativa desde 2016 com o mesmo nome, dona do @ no Instagram e no Facebook e dos domínios .com e .com.br — e que vende curso, o que encosta na oficina que a Ivitú quer vender. Ficar com o nome seria fazer marketing para a marca de outra pessoa.
De onde veio o trabalho. A Ivitú é uma sociedade de três pessoas ligadas à agroecologia — uma delas é o produtor do Meliponário Ânãmã, que já era cliente. A GC entrou com a marca, o site, o sistema e as ferramentas que os três usam no dia a dia.
O nome novo veio de dentro da empresa, e a minha parte foi conferir antes de anunciar. Ivitú vem de yvytu, vento em guarani: quem carrega semente e pólen. A espiral que o agrônomo desenhou é o vento desenhado no chão — nome, significado e logo dizem a mesma coisa. A palavra ao lado não é "paisagismo", que empurra a marca para a prateleira de jardim decorativo: é agroecologia, que é o que eles fazem.
Nome bonito não basta se o endereço já tem dono. Antes de o grupo decidir, cada porta foi verificada:
Com a decisão tomada, no mesmo dia: domínio comprado, perfis criados e vinculados, site renomeado e no ar. Publicar primeiro, refinar depois — a ordem foi deliberada.
O agrônomo desenhou a nanquim: uma espiral formada por dezenas de micro-ilustrações — abelha, minhoca, galinha, cogumelo, semente, o globo, gente de mãos dadas. Olhe de perto e o símbolo explica o negócio sem legenda.
O desenho chegou como foto de celular: papel amassado, sombra num canto, a cauda da espiral a lápis, mais fraca. Um limiar duro de "preto ou branco" apagaria essa cauda. O tratamento foi por correção de campo plano — estimar o fundo e dividir — que tirou o papel e a sombra sem comer o traço.
E uma regra de uso: abaixo de ~200px os detalhes somem, então em peça pequena entra uma espiral simplificada, com traço grosso. Foi essa a decisão do favicon, comparando as duas a 16px.
Serifada clássica, eco do caderno de projeto. O kicker em caixa alta com tracking aberto contra o título apertado é o contraste que sustenta o estilo.
Nenhuma cor foi inventada: Pedra é o granito das espirais, Erva é a folhagem, Terra é o composto, Papel é o papel das ilustrações e Grafite é o traço a lápis. Extraídas das fotos reais das obras, antes de qualquer discussão de gosto.
O site não vende um conceito: mostra quatro fases de projetos reais, do gramado marcado à espiral produzindo. O hero é texto sobre papel com a foto sangrando à direita, sem véu escuro por cima — cinco variações testadas antes de fechar. Medido em 14 larguras, de 320 a 1920px, sem transbordo.
Quatro fases com foto de obra própria: desenho e marcação, pedra e solo vivo, plantio das mudas, vida e colheita. Quem lê entende o que vai receber.
Três botões de WhatsApp, um por sócio, com a mensagem já escrita. Sem formulário, sem central: a conversa cai direto na mão de quem faz a obra.
Toda foto de obra é da própria Ivitú. A única imagem ilustrativa da página avisa que é ilustrativa. Prova visual não se compra.
FASE 1Desenho e marcação
O lugar define o projeto: sol, água, uso. A geometria nasce no chão.
FASE 2Pedra e solo vivo
O muro sobe em pedra encaixada e o interior recebe camadas de solo e composto.
FASE 3Plantio das mudas
Cada erva vai para o seu microclima: alecrim no alto, hortelã na base úmida.
FASE 4Vida e colheita
Meses depois, a espiral está produzindo. Tempero, chá e remédio a metros da cozinha.
Marca e site são a parte visível. O que faz três sócios trabalharem como uma empresa é o que ninguém de fora vê: uma calculadora de custo que pergunta blocos, mudas, frete e dias de obra e devolve o preço com margem; orçamentos salvos e compartilhados entre os três, com o nome de quem salvou; e um painel próprio, uma instalação do Pulso/OS, onde as ideias de post e as fotos que chegam pelo grupo viram acervo.
entre o nome fechado e a marca inteira no ar: domínio, perfis, logo tratada, site.
sócios com o mesmo login, a mesma calculadora e a mesma lista de orçamentos — ninguém de fora entra.
fases de obra fotografadas em projeto real. Zero foto de banco nas espirais.
A calculadora existe por um motivo prático: o preço de uma espiral depende de quantos blocos de granito cabem no desenho, e isso o agrônomo mede no CAD. O número entra lá, e o que sai é a resposta à pergunta que toda sociedade nova evita: se cobrar isso, sobra o quê?
Fotos e desenhos da Ivitú · Curitiba e região
Se o trabalho é bom e a presença digital não conta a história, eu monto a marca, o site e as ferramentas — e deixo rodando.